quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Um poema dedicado à Cidade do Porto

Douro de maravilhas,
Embriagaste-me com a Tua beleza…
E, por este sentimento, sentei-me às Tuas margens,
Tu abraçaste-me e acolheste-me assim,
Como abraças a canalha que contigo vai ter…,
E que, como num mergulho, cai nos Teus braços.
Eu, na Tua margem, é isto que sou,
Criatura de única inocência,
Pois sou aquilo que Tu refletes,
Um reflexo de mim mesmo,
Expandido para muito além daquilo que sou capaz de ver.

Estes Teus olhos cristalinos,
Já choraram por tantos casais!
A Tua pele… tão quente,
Suavemente acariciada pelas embarcações!
Que nunca Te esqueças,
De mim, pois,
Nunca irei esquecer-me de Ti…
Esta minha declaração de amor,
Se bela, não é por culpa minha,
Mas Tua e Tua

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Universo paralelo incendiário

Contraste urbano fabril e céu em rubro,
As areias do universo estão infinitamente ao fogo
O poente queima o céu
A lua maquiavélica abre um sorriso sem fim
Um sorriso de mulher que mesmo quando prejudica é bom
Com Marte a mirar e não interferir.
O véu das galáxias a cobre e nos aquece com suas brasas
Tudo é tão lindo e tão formoso.

O fogo traz o frio da noite
E vai embora,
A minha vontade de devorar o universo
E ter este momento sempre na lembrança

Contraste urbano fabril e céu em rubro.

domingo, 17 de junho de 2012

Ex-pelho

Para quando a vida parar,
Sentires toda carga
Daquilo que a inércia dos dias não te fez sentir...

Para quando a vida parar,
Não sentires mais a força que empurra
As primaveras e o cair...

Para quando a vida parar,
Simplesmente parar
Não mais continuar
Sentires a força que te empurra
Para além!... Além! Além
Do reflexo do tempo que deixa de cheirar.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Números

Como estou eu?
Um mundo inteiro delinquente.
Pontes inteiras a gemer.
O frio, o jornal, o choro carente.

O casamento acabou
Mãe já não quer mais o filho
Filho já não quer a mãe
Matando-a aos poucos

Aprendi isto hoje.
Um ou dois entre tantos.
Sou um e sou dois, por vezes três.
Mas tenho que ser o um.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Minha terra

Obrigado, água do mar
Trouxe-me a nostalgia do que não vivi,

Cumprimentos da minha praia recebi,
Olhei o seu quebrar.

O céu aqui é azul também
O Sol só brilha para ti
Saudoso, a memória senti
Todos sonhos do horizonte além.

Além do horizonte onde estou,
De ti estar longe,
Quero na areia estar, onde,
Vou renascer para além de mim.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Óculos de garrafa

A minha visão fez me ficar cego.
Alguém ofereceu-me óculos falsos,
Não sei quem foi.
Estes que uso no momento,
Tirei do fundo de um oceano.
Oceano de lágrimas,
Pois não sei se os óculos são verdadeiros.

Uma pessoa vê com a mente
E os olhos de nada servem
Pois esta visão não diferencia nada e ninguém.

Notas detalhadas.

Sempre ali está,
o detalhe.
Quando mais mastigado e detalhado,
Mais difícil de entender.
O detalhe, entre as cordas rectas como linhas,
Estragou o meu momento.
E as notas não soaram a melodia.
A melodia que eu queria ouvir.