terça-feira, 6 de abril de 2010

Tato

Um coração revestido com minha pele
Bate vivo algures no universo.
Minha pele não é minha.
O coração é meu, no entanto.
Ela bate dentro de mim também.
Sua pele não é mais sua,
É minha, assim como o tato cego,
Todo o corpo, tudo que a alma não toca
O tato toca e arrepia.
Se a pele sente, o coração sente,
A mão trespassa todo o corpo,
E o beijo também, por todas as pernas, peitos,
Onde por baixo está minha pele
E meu sentimento.