quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Um poema dedicado à Cidade do Porto

Douro de maravilhas,
Embriagaste-me com a Tua beleza…
E, por este sentimento, sentei-me às Tuas margens,
Tu abraçaste-me e acolheste-me assim,
Como abraças a canalha que contigo vai ter…,
E que, como num mergulho, cai nos Teus braços.
Eu, na Tua margem, é isto que sou,
Criatura de única inocência,
Pois sou aquilo que Tu refletes,
Um reflexo de mim mesmo,
Expandido para muito além daquilo que sou capaz de ver.

Estes Teus olhos cristalinos,
Já choraram por tantos casais!
A Tua pele… tão quente,
Suavemente acariciada pelas embarcações!
Que nunca Te esqueças,
De mim, pois,
Nunca irei esquecer-me de Ti…
Esta minha declaração de amor,
Se bela, não é por culpa minha,
Mas Tua e Tua

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Universo paralelo incendiário

Contraste urbano fabril e céu em rubro,
As areias do universo estão infinitamente ao fogo
O poente queima o céu
A lua maquiavélica abre um sorriso sem fim
Um sorriso de mulher que mesmo quando prejudica é bom
Com Marte a mirar e não interferir.
O véu das galáxias a cobre e nos aquece com suas brasas
Tudo é tão lindo e tão formoso.

O fogo traz o frio da noite
E vai embora,
A minha vontade de devorar o universo
E ter este momento sempre na lembrança

Contraste urbano fabril e céu em rubro.