
As armas injustas e ladrões assinalados
Que, no mundo saciam sua gana,
Que, no mundo saciam sua gana,
Em roubos que já dantes navegados
Passaram para além da fragilidade humana
Em perigos e furtos planejados
Conseguem levar mais do que toda a grana
E entre gente desprotegida edificaram
Novo Reino, que tanto abastardaram;
E também as imbecilidades gloriosas
Daqueles governantes que foram dilatando
A Guerra, o ódio, e as riquezas venenosas
Da Arábia e de Gaza andaram devastando,
E aqueles que por obras horrorosas
O povo à Morte vai entregando;
Chorando espalharei por toda a parte
Se a tanto perdurar sem que me mate.
Lembrem do Alemão ou do ariano
As chacinas grandes que fizeram
Não ao Domingo ou atos do republicano
A grandeza dos números que tiveram;
Que eu choro a espada no peito mundano
A quem torres em xeque mate desabaram
Cesse tudo que essa Musa antiga canta
Que outro valor mais alto não se alevanta.

gostei muito da intertextualidade com Camões. afinal, a poesia é uma linguagem que nos transcende.
ResponderExcluirobrigada pelo convite para comentar. boas férias!