No dia 28 de abril de 2009, meu dia correu de forma muito rápida, mas, paralelamente a isto, com uma grande turbulência. Quando pensei que a data aproximava-se do fim, descobri que algo de novo começava na minha vida. Depois de alguma conversa, deitei-me e dormi, com várias realidades sondando minha mente. A partir deste momento, caí em apenas uma destas. O início de uma nova era começava em uma estrada de terra, em meio à noite de uma floresta sombria.
Eu não estava sozinho, encontrava-me com alguns conhecidos, os quais não tenho grande intimidade, quando repentinamente, passam alguns carros com luzes traseiras da cor vermelha, a menos desviada do branco no espectro de cores. Como se a minha vida, corpo ou alma estivesse dentro daqueles veículos, correndo os persegui até alcançá-los (facto que só se deu depois deles terem parado). No centro de um pátio, feito claro por uma luz amarela, na floresta obscura, eles dispuseram-se em círculo e pararam. Todos eram iguais e da mesma cor preta, todavia eu sabia em qual ir. Abri a porta e deparei-me com um senhor de olhos vivos e azuis. Eu e o mundo julgávamos que ele havia morrido há anos, mas como algo que não existiu há de morrer? Sua cabeça era alva, e surpreendeu-me o facto de ele encontrar-se no interior de um carro, e o que é pior, conduzindo o mesmo. A Natureza Humana o capturou, e antes de percepcionar que havia pensado isto tudo o perguntei: "Quem é você?". O senhor fitou-me calmamente, mas parecia assustado por alguma coisa, talvez por ter sido redescoberto.
Miticamente falando, o pátio neste exacto momento, estava vazio. Ele respondeu-me: "Eu sou Alberto Caeiro". Após dizer isto olhei em volta e havia várias pessoas em pé, e em cadeiras, que se era dispostas como escadas, com mesas à frente. Olhei com rectidão. Olhos azuis estavam em pé na minha frente. Pus minha mão na parte branca dos olhos, ou seja, a cabeça. Passei mal. Uma mulher feia de preto falou algo que não me recordo, mas era algo relacionado à religião.
Percebi, então, que estava no julgamento divino de Alberto Caeiro. Mas o deus dele, não estava lá. Talvez por isso o senhor estivesse dentro de uma Máquina Humana. Os réus eram Humanos Alados, mas não sei se eram anjos. De repente, certas estatuetas (que deviam ser de santos da Igreja Católica) queimaram as asas destes réus (seriam eles anjos?). E o caos reinou no lugar. Menos em um menino, que calmamente lia um livro, e que acho que não tinha asas, talvez por ser demasiado novo e inocente para tal, mas se fossem anjos, quem sabe o menino não tivesse fugido do céu pelo primeiro raio de sol?
segunda-feira, 4 de maio de 2009
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