Essa noite tive um sonho muito estranho. A partir de agora passo a referi-lo
Era noite sombria, mas eu não sabia.
Meu corpo cansado estava deitado
Como um baque da realidade que no quarto se via.
Estrela cadente, dormia na névoa do relvado
Não sei de onde ela veio ou se ainda passaria.
Não era o som da floresta, mas da natureza do humanizado
Que vinham de quatro em quatro e passaram mais de quatro.
Corri e os alcancei, para apenas um virei
Num pátio ao meio da floresta interroguei:
"Quem é você!?"
Como uma eternidade, ele ficou velho
Sua morte eu vi, não dos olhos azuis
Mas estava na época mais doente.
Na natureza humana, sobre quatro engrenagens.
Doença, velhice, julgamento, não paganismo,
Ou seja do contrário.
E me respondeu: " Eu sou Alberto Caeiro"
Com a mão sobre a alva cabeça, no obscuro do pátio
Passei mal, enquanto imagens fogo atavam
Às asas dos anjos que como réus estavam.
Mas um menino sentado, sua leitura continuava
Sem que em suas asas uma chama se inflamasse.
Era a queda de todos os anjos, o paganismo fora da realidade
Bem à minha frente. Ao antigo deus, nenhuma fidelidade.
Mas este, não sente raiva, mas não estava presente
E outras vozes se ecoavam. O "mestre" não se enganou.
Algum menino colocou-o na Natureza Humana.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
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Mais tarde neste blog, será postado um novo texto, mas desta vez em prosa relativo a este sonho.
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