Essa noite tive um sonho muito estranho. A partir de agora passo a referi-lo
Era noite sombria, mas eu não sabia.
Meu corpo cansado estava deitado
Como um baque da realidade que no quarto se via.
Estrela cadente, dormia na névoa do relvado
Não sei de onde ela veio ou se ainda passaria.
Não era o som da floresta, mas da natureza do humanizado
Que vinham de quatro em quatro e passaram mais de quatro.
Corri e os alcancei, para apenas um virei
Num pátio ao meio da floresta interroguei:
"Quem é você!?"
Como uma eternidade, ele ficou velho
Sua morte eu vi, não dos olhos azuis
Mas estava na época mais doente.
Na natureza humana, sobre quatro engrenagens.
Doença, velhice, julgamento, não paganismo,
Ou seja do contrário.
E me respondeu: " Eu sou Alberto Caeiro"
Com a mão sobre a alva cabeça, no obscuro do pátio
Passei mal, enquanto imagens fogo atavam
Às asas dos anjos que como réus estavam.
Mas um menino sentado, sua leitura continuava
Sem que em suas asas uma chama se inflamasse.
Era a queda de todos os anjos, o paganismo fora da realidade
Bem à minha frente. Ao antigo deus, nenhuma fidelidade.
Mas este, não sente raiva, mas não estava presente
E outras vozes se ecoavam. O "mestre" não se enganou.
Algum menino colocou-o na Natureza Humana.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Para além do início e do corpo
Os braços e a mão vermelha
Escrevem fora de mim, em um corpo banhado em sangue
Não é meu e eu sei disso,
Mas é por mim e outros não alcançam isto
Quem perdeu as asas não fui eu
Ainda tenho belas jóias, que não são as mais bonitas
Mas eu não venci ninguém com mais força que eu
Pois não há poder em um corpo vazio.
Tenho medo de não apagar aquilo que escrevi
E depois não poder comer nem beber
Sofrendo assim o pior de todas as penas de morte
Que é morrer e não ver.
Sentiram dor momentânea, mas não imaginam a dor eterna
O que é eterno? Não imagino nada sem começo...
Mas se eu não penso, não significa que não exista
É porque não tenho capacidade.
Todos nós já fomos menos que um ponto afinal...
Escrevem fora de mim, em um corpo banhado em sangue
Não é meu e eu sei disso,
Mas é por mim e outros não alcançam isto
Quem perdeu as asas não fui eu
Ainda tenho belas jóias, que não são as mais bonitas
Mas eu não venci ninguém com mais força que eu
Pois não há poder em um corpo vazio.
Tenho medo de não apagar aquilo que escrevi
E depois não poder comer nem beber
Sofrendo assim o pior de todas as penas de morte
Que é morrer e não ver.
Sentiram dor momentânea, mas não imaginam a dor eterna
O que é eterno? Não imagino nada sem começo...
Mas se eu não penso, não significa que não exista
É porque não tenho capacidade.
Todos nós já fomos menos que um ponto afinal...
Aqui não tem isso.
A cidade também é Natureza
Que não morre,
Só entra na moda
Com cigarros de chaminé
Que ela mesma faz.
Que não morre,
Só entra na moda
Com cigarros de chaminé
Que ela mesma faz.
domingo, 26 de abril de 2009
Crítica a um rebanho
Me mostro não pagão
E falo do meu, mal daquele que viu
O menino cair dos céus,
E que via o mundo com os olhos do mundo.
Para ele sou pagão, pois
Gosto de não ver o horizonte
E não gosto quando entra uma borboleta pela janela.
Mas digo, nunca mal diga do que é diferente.
Pois eles não sabem o que fazem
Ou o mundo está certo?
Seja pagão agora para ele e me responda
Não seja pagão e ame o que te rodeia
Pois tudo que é feito pelo homem também é matéria-prima
Da fábrica que se chama Mãe Natureza.
Que não diz mal do que somos feitos
Daquilo que se vê e daquilo que não se vê.
Como o amor que não é como um girassol
Pois sempre olha pro caminho em frente.
O mais importante é o amor
Era disto que um menino deveria falar
Mas não falou.
Falou da falta de amor de dois pais e uma mãe.
O menino era o não ver disfarçado de ver.
Era a objectivação do abstrato, que existe
Que tem força, mas luta contra quem tem poder.
Quando esta Natureza não tem o que mostrar
É melhor anoitecer, pois a escuridão
É como a casa de milhões de luzes
Que piscam a vários anos-luz do horizonte.
E falo do meu, mal daquele que viu
O menino cair dos céus,
E que via o mundo com os olhos do mundo.
Para ele sou pagão, pois
Gosto de não ver o horizonte
E não gosto quando entra uma borboleta pela janela.
Mas digo, nunca mal diga do que é diferente.
Pois eles não sabem o que fazem
Ou o mundo está certo?
Seja pagão agora para ele e me responda
Não seja pagão e ame o que te rodeia
Pois tudo que é feito pelo homem também é matéria-prima
Da fábrica que se chama Mãe Natureza.
Que não diz mal do que somos feitos
Daquilo que se vê e daquilo que não se vê.
Como o amor que não é como um girassol
Pois sempre olha pro caminho em frente.
O mais importante é o amor
Era disto que um menino deveria falar
Mas não falou.
Falou da falta de amor de dois pais e uma mãe.
O menino era o não ver disfarçado de ver.
Era a objectivação do abstrato, que existe
Que tem força, mas luta contra quem tem poder.
Quando esta Natureza não tem o que mostrar
É melhor anoitecer, pois a escuridão
É como a casa de milhões de luzes
Que piscam a vários anos-luz do horizonte.
Porto, ..../...../2008
(Este poema já era antigo e estava guardado no meu baú, acho oportuno colocá-lo aqui.)
Querido diário estúpido,
Hoje te tatuei com palavras estúpidas,
Num momento estúpido,
Com mãos estúpidas
E um humor esdrúxulo.
Querido diário estúpido,
Hoje te tatuei com palavras estúpidas,
Num momento estúpido,
Com mãos estúpidas
E um humor esdrúxulo.
sábado, 25 de abril de 2009
Não saber dos homens
Ela me invadiu.
Como a volta do que sangrou
Apenas surgiu.
Como não gosto, se instalou.
Do milagre da que pariu
Diferente se revelou.
Não a quero aqui
Ela é má para quem vê.
Outros não vão sentir
Aquilo que eu estou a perceber.
Na vida que está a residir
Vitórias não glorificadas vão ser.
Não tem olhos o relógio
Mas bate como coração.
Vivo, mas sem velório
Na hora certa faz sua oração.
Espero para estar no casório
Mas tristes, estamos sem noção.
Como a volta do que sangrou
Apenas surgiu.
Como não gosto, se instalou.
Do milagre da que pariu
Diferente se revelou.
Não a quero aqui
Ela é má para quem vê.
Outros não vão sentir
Aquilo que eu estou a perceber.
Na vida que está a residir
Vitórias não glorificadas vão ser.
Não tem olhos o relógio
Mas bate como coração.
Vivo, mas sem velório
Na hora certa faz sua oração.
Espero para estar no casório
Mas tristes, estamos sem noção.
Poema sem título
Quero escrever, mas agora não vou
Pois isto não me lembra o que você falou
Mas este momento eu te dou
Para isso escrever, este trabalho já se realizou.
Pois isto não me lembra o que você falou
Mas este momento eu te dou
Para isso escrever, este trabalho já se realizou.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
A Característica do Cavaleiro
Em xeque-mate não há opção
Em ele com que mexer?
Ele, só assim pode executar destruição.
A vingança vem à cavalo.
Era rainha agora, é cercada por um peão.
Mas pode matar em todas as direcções.
Mas em ele, como ele, tudo é em vão
É rainha, mas que rainha é essa?
Que em ele não há percepção?
O cavalo, vem em ele
E o rei lento, e a rainha leva à perdição.
Em ele com que mexer?
Ele, só assim pode executar destruição.
A vingança vem à cavalo.
Era rainha agora, é cercada por um peão.
Mas pode matar em todas as direcções.
Mas em ele, como ele, tudo é em vão
É rainha, mas que rainha é essa?
Que em ele não há percepção?
O cavalo, vem em ele
E o rei lento, e a rainha leva à perdição.
O pecado de escrever
No corredor da invisibilidade
Sinto-me observado.
Uma sombra aparece atrás de mim
Desaparece embaixo de meus olhos
O número de luzes que há.
Hoje, comecei um livro ler
Embaixo dos céus, sobre as pernas
As letras aqueceram, mas as guardei
Cansado de olhar, necessitado de agir
Linhas por preencher.
Escrevi: "não leio Cesário Verde,
Não estou debruçado pela janela
Nem me ardem os olhos".
Os céus um livro não aceitam,
Meu desenho querem, senão
Vou andar à chuva quando o vento aumentar.
Vivo, desenho e sou castigado
Morrerei por isso enquanto viver,
Depois disto nada terei que escrever.
O que estará vai ser se você me ler
Se não o não ser vai me alegrar
Como ruído de chocalhos.
Sinto-me observado.
Uma sombra aparece atrás de mim
Desaparece embaixo de meus olhos
O número de luzes que há.
Hoje, comecei um livro ler
Embaixo dos céus, sobre as pernas
As letras aqueceram, mas as guardei
Cansado de olhar, necessitado de agir
Linhas por preencher.
Escrevi: "não leio Cesário Verde,
Não estou debruçado pela janela
Nem me ardem os olhos".
Os céus um livro não aceitam,
Meu desenho querem, senão
Vou andar à chuva quando o vento aumentar.
Vivo, desenho e sou castigado
Morrerei por isso enquanto viver,
Depois disto nada terei que escrever.
O que estará vai ser se você me ler
Se não o não ser vai me alegrar
Como ruído de chocalhos.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Pessoa & Caeiro em Cores
Como a luz, era branco,
Logo, repleto de cores
Na chuva de ideias, faltando algum encanto
Possuía sete vezes mais que qualquer um.
Suas subcores o dominavam
Mas por estar em muitos talvez,
Passe em uma tela branca
Sua arte que ninguém mais fez.
O Vermelho era seu mestre
Pois era apenas Vermelho
E vivia de um jeito campestre
Sem olhar para as cores mais desviadas na vida.
As outras, não merecem ser citadas
Pois tinham muitas preocupações
E não eram brancas para serem lembradas.
Para nós fica apenas uma alva memória.
Logo, repleto de cores
Na chuva de ideias, faltando algum encanto
Possuía sete vezes mais que qualquer um.
Suas subcores o dominavam
Mas por estar em muitos talvez,
Passe em uma tela branca
Sua arte que ninguém mais fez.
O Vermelho era seu mestre
Pois era apenas Vermelho
E vivia de um jeito campestre
Sem olhar para as cores mais desviadas na vida.
As outras, não merecem ser citadas
Pois tinham muitas preocupações
E não eram brancas para serem lembradas.
Para nós fica apenas uma alva memória.
sábado, 11 de abril de 2009
Roxanne e o amor
Procura-se a Roxanne.
Pode ser francesa ou inglesa,
Mas precisa estar sedenta.
Desconhece-se o que ela faz,
Não se sabe quem a procura,
Somente já ouviram falar.
Assim como o vento,
Nunca foi vista ou tocada.
Apenas viu, tocou
E deixou os seus rastros.
Sua destruição. Mas descobriu-se
Que sua perfeição está ferida
Através de rosas com espinhos,
Usadas para seduzir um varão
Que escrevia poesias
E que sabia que Roxanne
Já fora escrita várias vezes
Pela primeira e última vez.
Todas as suas linhas
Eram um rascunho com uma rosa.
Na boca espinhos verdes
O coração ficava abaixo do umbigo
E era lá que ela não sentia
Todos seus sentimentos
Mas sabia dizer que os sentia.
Exceto ao poeta que ela nunca
Teve coragem de mentir
Porque algo embaixo de seu peito
Bateu com um tamanho
Maior que o deste.
O poeta porém escrevia com o coração
E não com as mãos
Que estavam na mulher.
Mas tais mãos precisam escrever
E precisam de corações sujos.
Para escrever uma linda poesia
O poeta põe dois dedos no coração
Da poetisa, que grita de prazer,
Nunca sentiu tão grande vontade,
Tão grande satisfação.
O poeta escreve sua poesia
Pensando em quem a lê.
Não que neste caso ele se preocupe
Mas seu coração permanece sem bater
Em sua mão ensanguentada.
O rascunho de poesia está pronto
E o poeta pronto para jogá-lo no lixo.
E pouco cansado, pois aquilo ficou mal escrito.
"Qualquer um isto escreveria",
Ele pensa, e joga no lixo com um coração
Que chora pois está apaixonado.
Pode ser francesa ou inglesa,
Mas precisa estar sedenta.
Desconhece-se o que ela faz,
Não se sabe quem a procura,
Somente já ouviram falar.
Assim como o vento,
Nunca foi vista ou tocada.
Apenas viu, tocou
E deixou os seus rastros.
Sua destruição. Mas descobriu-se
Que sua perfeição está ferida
Através de rosas com espinhos,
Usadas para seduzir um varão
Que escrevia poesias
E que sabia que Roxanne
Já fora escrita várias vezes
Pela primeira e última vez.
Todas as suas linhas
Eram um rascunho com uma rosa.
Na boca espinhos verdes
O coração ficava abaixo do umbigo
E era lá que ela não sentia
Todos seus sentimentos
Mas sabia dizer que os sentia.
Exceto ao poeta que ela nunca
Teve coragem de mentir
Porque algo embaixo de seu peito
Bateu com um tamanho
Maior que o deste.
O poeta porém escrevia com o coração
E não com as mãos
Que estavam na mulher.
Mas tais mãos precisam escrever
E precisam de corações sujos.
Para escrever uma linda poesia
O poeta põe dois dedos no coração
Da poetisa, que grita de prazer,
Nunca sentiu tão grande vontade,
Tão grande satisfação.
O poeta escreve sua poesia
Pensando em quem a lê.
Não que neste caso ele se preocupe
Mas seu coração permanece sem bater
Em sua mão ensanguentada.
O rascunho de poesia está pronto
E o poeta pronto para jogá-lo no lixo.
E pouco cansado, pois aquilo ficou mal escrito.
"Qualquer um isto escreveria",
Ele pensa, e joga no lixo com um coração
Que chora pois está apaixonado.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
O Entardecer à Beira do Largo Observando os Pombos.
Amo a grande cidade
Como é bom não ser conhecido e não conhecer!
Ao lado de grandes Naturezas que aos céus fazem tremer
O céu azul, nada o torna vermelho para que respire
O ar puro do campo que a natureza abandonou.
Ver seres diferentes
Alguns que nem por serem dementes
Desistem de sua pequena Natureza vivente
A Grande Metrópole que o torna doente
Longe de qualquer ente.
É somente o que lá está
A cidade que acolhe quem não viverá
O lugar que cria quem matará
Talvez resida lá quem estudará
E solução para algo procurará.
Que solução? Está tudo tão perfeito...
(Buzino, logo poluo. E me sinto bem.)
Como é bom não ser conhecido e não conhecer!
Ao lado de grandes Naturezas que aos céus fazem tremer
O céu azul, nada o torna vermelho para que respire
O ar puro do campo que a natureza abandonou.
Ver seres diferentes
Alguns que nem por serem dementes
Desistem de sua pequena Natureza vivente
A Grande Metrópole que o torna doente
Longe de qualquer ente.
É somente o que lá está
A cidade que acolhe quem não viverá
O lugar que cria quem matará
Talvez resida lá quem estudará
E solução para algo procurará.
Que solução? Está tudo tão perfeito...
(Buzino, logo poluo. E me sinto bem.)
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Independência Interna
Esta pequena dependência
Traz-me peso à consciência
Como mostrar o que espero
Se não moralizo minha vitalidade?
Muitas perguntas conheci
Mas nunca disse com convicção
Que certamente as respondi
Ah! Uma idéia caiu na relva.
Choco minha dependência
Com aquilo que sem não vivo.
Confuso? Não o é.
Minha verdadeira dependência
Liberta meu coração.
Traz-me peso à consciência
Como mostrar o que espero
Se não moralizo minha vitalidade?
Muitas perguntas conheci
Mas nunca disse com convicção
Que certamente as respondi
Ah! Uma idéia caiu na relva.
Choco minha dependência
Com aquilo que sem não vivo.
Confuso? Não o é.
Minha verdadeira dependência
Liberta meu coração.
A Bomba Atómica
No céu
A bomba
Sendo atômica
Perto de nossos pés
Trazendo nossa morte
Cogumelo venenoso
Sem querer
Ou sentir
A dor
Ai!
Ui!
Que
Linda
Que pó!
Que erro
O mundo roda
A radiação passa
De geração em geração
Os problemas ficam para matar
Quem nada com isso tem a ver ou então
Quem nada contra estas coisas horríveis pode fazer.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
O Fim Feio do Mundo
Uma da manhã trancado no quarto
O mundo o tirou a inspiração
Ele quer escrever em dez minutos
Como se fosse a última coisa que fizesse
Ouvindo algo que só ele escuta
Não precisa ser feio ou bonito
Precisa demonstrar a falta de palavras
Precisa demonstrar a falta de amor
Precisa demonstrar a falta de inspiração
Precisa demonstrar a falta de conhecimento
Não sabe se é fogo
Não sabe se é água
Não sabe se é criativo
Não sabe se é cansativo
Nega a dor
Nega o conhecimento
Nega a métrica
Nega a rima
Precisa demonstrar que não sabe se nega o ser humano.
Café com Água (salgada?)
Daquilo que durante a infância
Me queimou, sou saudoso
Uma vida que pareceu sem relevância
Hoje consegue tirar-me o gozo
Essa grande e maldita distância
Não se afoga no oceano ocioso.
Me queimou, sou saudoso
Uma vida que pareceu sem relevância
Hoje consegue tirar-me o gozo
Essa grande e maldita distância
Não se afoga no oceano ocioso.
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