sábado, 25 de abril de 2009

Não saber dos homens

Ela me invadiu.
Como a volta do que sangrou
Apenas surgiu.
Como não gosto, se instalou.
Do milagre da que pariu
Diferente se revelou.

Não a quero aqui
Ela é má para quem vê.
Outros não vão sentir
Aquilo que eu estou a perceber.
Na vida que está a residir
Vitórias não glorificadas vão ser.

Não tem olhos o relógio
Mas bate como coração.
Vivo, mas sem velório
Na hora certa faz sua oração.
Espero para estar no casório
Mas tristes, estamos sem noção.

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