sexta-feira, 24 de abril de 2009

O pecado de escrever

No corredor da invisibilidade
Sinto-me observado.
Uma sombra aparece atrás de mim
Desaparece embaixo de meus olhos
O número de luzes que há.

Hoje, comecei um livro ler
Embaixo dos céus, sobre as pernas
As letras aqueceram, mas as guardei
Cansado de olhar, necessitado de agir
Linhas por preencher.

Escrevi: "não leio Cesário Verde,
Não estou debruçado pela janela
Nem me ardem os olhos".
Os céus um livro não aceitam,
Meu desenho querem, senão
Vou andar à chuva quando o vento aumentar.

Vivo, desenho e sou castigado
Morrerei por isso enquanto viver,
Depois disto nada terei que escrever.
O que estará vai ser se você me ler
Se não o não ser vai me alegrar
Como ruído de chocalhos.

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