Me mostro não pagão
E falo do meu, mal daquele que viu
O menino cair dos céus,
E que via o mundo com os olhos do mundo.
Para ele sou pagão, pois
Gosto de não ver o horizonte
E não gosto quando entra uma borboleta pela janela.
Mas digo, nunca mal diga do que é diferente.
Pois eles não sabem o que fazem
Ou o mundo está certo?
Seja pagão agora para ele e me responda
Não seja pagão e ame o que te rodeia
Pois tudo que é feito pelo homem também é matéria-prima
Da fábrica que se chama Mãe Natureza.
Que não diz mal do que somos feitos
Daquilo que se vê e daquilo que não se vê.
Como o amor que não é como um girassol
Pois sempre olha pro caminho em frente.
O mais importante é o amor
Era disto que um menino deveria falar
Mas não falou.
Falou da falta de amor de dois pais e uma mãe.
O menino era o não ver disfarçado de ver.
Era a objectivação do abstrato, que existe
Que tem força, mas luta contra quem tem poder.
Quando esta Natureza não tem o que mostrar
É melhor anoitecer, pois a escuridão
É como a casa de milhões de luzes
Que piscam a vários anos-luz do horizonte.
domingo, 26 de abril de 2009
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eu serei...como dizia o poeta Álvaro de Campos, "doida,com todo o direito a sê-lo". obrigada pela sua criação,pela sua assinatura, pelas suas vozes, afinal,múltiplas e pagãs,também com flores no regaço, como a amada de Ricardo Reis.
ResponderExcluiros poetas reconhecem-se. bem vindo ao incêndio!