Procura-se a Roxanne.
Pode ser francesa ou inglesa,
Mas precisa estar sedenta.
Desconhece-se o que ela faz,
Não se sabe quem a procura,
Somente já ouviram falar.
Assim como o vento,
Nunca foi vista ou tocada.
Apenas viu, tocou
E deixou os seus rastros.
Sua destruição. Mas descobriu-se
Que sua perfeição está ferida
Através de rosas com espinhos,
Usadas para seduzir um varão
Que escrevia poesias
E que sabia que Roxanne
Já fora escrita várias vezes
Pela primeira e última vez.
Todas as suas linhas
Eram um rascunho com uma rosa.
Na boca espinhos verdes
O coração ficava abaixo do umbigo
E era lá que ela não sentia
Todos seus sentimentos
Mas sabia dizer que os sentia.
Exceto ao poeta que ela nunca
Teve coragem de mentir
Porque algo embaixo de seu peito
Bateu com um tamanho
Maior que o deste.
O poeta porém escrevia com o coração
E não com as mãos
Que estavam na mulher.
Mas tais mãos precisam escrever
E precisam de corações sujos.
Para escrever uma linda poesia
O poeta põe dois dedos no coração
Da poetisa, que grita de prazer,
Nunca sentiu tão grande vontade,
Tão grande satisfação.
O poeta escreve sua poesia
Pensando em quem a lê.
Não que neste caso ele se preocupe
Mas seu coração permanece sem bater
Em sua mão ensanguentada.
O rascunho de poesia está pronto
E o poeta pronto para jogá-lo no lixo.
E pouco cansado, pois aquilo ficou mal escrito.
"Qualquer um isto escreveria",
Ele pensa, e joga no lixo com um coração
Que chora pois está apaixonado.
sábado, 11 de abril de 2009
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Amei...
ResponderExcluirVou ser seguidora ok?
bjão
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